De fato, a Philips tem apresentado muitas melhorias em suas novas séries de headphones. Hoje destacamos a nova linha CitiScape em que ela decidiu investir com força. Uptown, Downtown e Shibuya são os três modelos da série, sendo este último o que vamos explorar por hoje: Philips Citiscape Shibuya.

Tivemos o produto em teste num período de duas semanas seguidas, em aplicações diversas. Mesmo sendo o modelo mais simples da trilogia, ainda demonstrou ser um bom fone de ouvido em relação ao seu preço, sendo o mais facilmente acessível. Você poderá tirar suas próprias conclusões com a análise, não esquecendo, após finalizar a leitura, de registrar a sua opinião sobre o acessório na seção de comentários.

 

Philips CitiScape Shibuya SHL5205

A simplicidade elegante da cultura pop japonesa empresta seu talento icônico ao fone de ouvido Citiscape Shibuya. A alça leve ventilada com espumas para isolamento acústico garante encaixe perfeito, conforto e um som com graves potentes. Dessa forma, avaliaremos se o Philips SHL5205 vale a pena ser adquirido e quais suas reais capacidades.

 

Design

O design do Shibuya foi inspirado na cultura pop japonesa, que possui um estilo casual e clean, diga-se atraente e elegante em sua simplicidade. O Shibuya tem toda sua estrutura em plástico de cor brilhante, contendo em sua alça uma espuma estilo E.V.A, envolta em tecido, perfurada para liberar o calor durante o uso do fone. Particularmente, sentimos falta de um melhor acabamento quanto ao tecido junto ao E.V.A., mas nada que incomode os menos perfeccionistas.

Forrados com espuma e de acabamento em couro sintético, os falantes são bastante dinâmicos e flexíveis, fazendo com o que o fone de ouvido encaixe-se perfeitamente em qualquer formato de cabeça.
 
Philips Citiscape Shibuya
 
O modelo em questão testado é o preto com detalhe em marrom castanho em sua alça, porém a série foi disponibilizada pela Philips em outras opções de cores, desde branco, a cores mais chamativas e coloridas, como pink, roxo e azul, em aspecto juvenil agradando a todos os estilos.

O cabo do Shibuya é do tipo flat, então, sim, ele nos deixa livre de emaranhados de nós e enrolos durante o uso. Como é um fone para uso no cotidiano e também bem indicado para ambientes externos, possui um cabo curto de 1,2m apenas, o que é bastante suficiente quando se está utilizando os fones na rua, por exemplo.
 
Philips-Shibuya-2
 
Ainda possui microfone integrado , sendo possível atender a chamadas ou alternar entre as músicas no controle disposto no fio, bem típico de fones para uso em telefones móveis e players portáteis. Com plug em L, é garantido maior durabilidade ao cabo, havendo menos dores de cabeça com quebra de fio próximo ao pino.

P.S.: – Ah, Philips, talvez poderia ter oferecido aos usuários um controlador de volume alí também, né?!

 

Conforto e qualidade sonora

Algo que impressionou foi seu isolamento acústico. A Philips ressaltou isto no Shibuya, e principalmente levando-se em conta que o fone de ouvido faz pouca pressão sobre as orelhas e não nega um demasiado conforto, positivamos o uso das espumas intra-auriculares com seu isolamento. São almofadas bastante macias, o que fazem com que os alto-falantes fiquem bem próximos das orelhas, evitando aquele ruído externo durante a execução do player, sequer exigindo muito da intensidade de volume.

Os drivers são de 40mm, bom o suficiente por ser um fone On-ear, com destaque à potência dos sons mais graves. Com uma qualidade ímpar, dá-se para ouvir as notas mais baixas com ótima nitidez. Já no que tange aos sons médios e agudos, faltou uma melhor qualidade sonora, que facilmente deixa os mais exigentes a desejar.
 
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Trata-se de um fone de extrema leveza, fazendo-se, muitas das vezes, esquecer que se está a utilizar o acessório. Os falantes ajustaram-se bem no contorno das orelhas, graças a flexibilidade e a baixa rigidez das espumas. No entanto, mesmo com toda a maciez do almofadado em seu encaixe, ainda foi possível sentir um certo desconforto nas orelhas após algumas horas seguidas de uso do fone.

 

Onde falhou?

O CitiScape Shibuya mostrou-se satisfatório, até analisarmos sua estrutura. Apesar de toda sua leveza, e mostrando-se bastante confortável, o acessório denunciou ser bastante intolerante a quedas ou demasiado uso e pressões. Sua alça em plástico é bastante frágil e decepciona, podendo facilmente mostrar ranhuras ou quebrar próximo aos falantes.

 

A grande pergunta: vale a pena?

As características que o Shibuya oferecem ao usuário são boas, no entanto, ainda deve-se levar em conta a qualidade do material na hora de adquirir um produto, e este foi o ponto fraco do acessório, que mostrou-se bastante delicado. Porém, falando-se de custo versus benefícios, o Shibuya acusa uma qualidade sonora razoável (destaque para o Ultra Bass), isolamento acústico e certo conforto que devem ser merecidos destaques.

 

 

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